Redação
Mais de 222,8 mil famílias de todos os 141 municípios de Mato Grosso recebem, neste mês de setembro, os repasses do programa Bolsa Família. O investimento federal supera R$ 153,6 milhões, com valor médio de R$ 692,26 por família. Em todo o Brasil, o programa alcança 19,07 milhões de famílias e movimenta quase R$ 13 bilhões.
O impacto social do programa é imediato. Em Mato Grosso, 142,4 mil crianças de até seis anos recebem o Benefício Primeira Infância, com adicional de R$ 150, o que reforça o combate à pobreza infantil. Outros auxílios complementares, de R$ 50, chegam a mais de 209 mil jovens de sete a 18 anos, além de gestantes e nutrizes.
O alcance também é significativo entre os grupos mais vulneráveis. Somente em setembro, foram contempladas 11,3 mil famílias indígenas, 1,5 mil quilombolas e mais de 2,6 mil pessoas em situação de rua. Municípios de pequeno porte, como Campinápolis, lideram o ranking de valor médio, chegando a R$ 917,60, o que mostra a relevância do repasse para localidades com menor atividade econômica.
Especialistas destacam ainda a Regra de Proteção, que permite que famílias continuem recebendo parte do benefício por até um ano mesmo após conseguirem emprego. A medida reduz a insegurança de quem volta ao mercado de trabalho, evitando que o ganho de renda resulte em perda imediata do apoio social.
Apesar do volume expressivo de recursos, o Bolsa Família enfrenta críticas recorrentes. Uma delas é a dependência do benefício, já que muitas famílias permanecem anos cadastradas sem conseguir avançar em autonomia financeira.
Outro ponto sensível é a gestão de cadastros. Há denúncias em diversos estados de famílias que recebem indevidamente o auxílio ou de pessoas em situação real de vulnerabilidade que enfrentam dificuldades para acessar o programa.
Além disso, o valor médio de R$ 692,26, embora importante para complementar a renda, muitas vezes não é suficiente para cobrir as necessidades básicas, sobretudo em regiões com custo de vida mais alto.
Cuiabá concentra o maior número de beneficiários, com 37,6 mil famílias. Barra do Garças registra 5.732 atendimentos. Já municípios como Nova Nazaré, Gaúcha do Norte e Ribeirão Cascalheira se destacam pelo valor médio do benefício, acima de R$ 750.
Economistas avaliam que, ao mesmo tempo em que garante segurança alimentar, o programa movimenta o comércio local e reforça a economia em cidades menores. No entanto, defendem que ele precisa estar articulado a políticas de geração de emprego e qualificação profissional, para reduzir a dependência no longo prazo.
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